A acachapante vitória no primeiro jogo, realizado na segunda-feira,
na Arena Castelão, em Fortaleza, deu muita tranqüilidade ao Ferrão. Sem
arriscar-se, o Tricolor controlou a vantagem o tempo todo e em momento
algum correu o risco de sofrer a virada histórica.
O título coloca o clube coral na história do futebol cearense.
Afinal, é a primeira vez que um clube do Ceará conquista um título
nacional. Embora sejam mais tradicionais, Ceará e Fortaleza nunca
conseguiram tal feito em qualquer uma das divisões. Além disso, encerra
jejum de 23 anos sem uma taça. A última havia sido o estadual de 1995.
Apesar de perder o título, o Treze deixou o campo aplaudido pelos
torcedores. Afinal, o time disputará a Série C, competição que não
compete desde 2014. Junto com campeão e vice garantiram o acesso São
José-RS e Imperatriz.
TUDO SOBRE CONTROLE
Com a grande vantagem construída na ida, o Ferroviário entrou em
campo todo atrás da linha da bola. Restou ao Treze assumir as rédeas da
partida e tentar pressionar. A ansiedade e a pressa por marcar o
primeiro gol, contudo, atrapalhou o Galo, que encontrou dificuldades
para criar jogadas de qualidade.
Mesmo arriscando pouco, o time cearense criou a primeira chance e
quase marcou aos 27 minutos. O lateral Sávio arrancou em velocidade pela
esquerda e finalizou. O goleiro Mauro Iguatu espalmou para o meio da
área e, quando o atacante Edson Cariús iria completar, o volante Carlos
Copetti fez o desarme.
A única boa chance criada pelos donos da casa aconteceu aos 35
minutos. O volante Dedé tocou na esquerda para o veterano meia
Marcelinho Paraíba, que deu passe açucarado para o meia Leilson. Ele
chutou bem, mas o goleiro Gleibson defen deu em dois tempos.
NÃO FOI SUFICIENTE, GALO!
Na segunda etapa, o cenário do jogo continuou o mesmo. O Treze seguiu
pressionando, mas sem conseguir criar chances claras. O primeiro chute
aconteceu somente aos 21 minutos. Marcelinho Paraíba bateu de longe e a
bola saiu assustando a meta de Gleibson.
O gol trezeano finalmente saiu apenas em um pênalti assinalado pelo
árbitro Leandro Vuaden. Ele enxergou toque de mão do volante Gleidson,
aos 23 minutos. Dois minutos depois, Marcelinho Paraíba renovou as
esperanças dos mandantes ao concluir a penalidade.
O confronto ficou dramático com o passar dos minutos. O Ferrão,
entretanto, suportou bem a pressão e fechou todos os espaços. A única
boa chance dos mandantes aconteceu aos 33 minutos, quando o lateral
Talisson soltou uma bomba pela linha de fundo.
Redação com Futebol Interior


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